3 de out de 2012

Obsolescência Programa, afinal o que é isto? Vamos refletir!




Fala galera, tudo bem com vossas senhorias? Espero que sim meus queridos! Hoje, após fazer um árduo trabalho de faculdade, estava eu vagando pelo vasto mundo da internet! Fazendo aquele processo de separar o joio do trigo, pois cá entre nós, existe muita coisa boa no mundo cibernético, mas tem cada porcaria que... Enfim, deixemos de lado! Depois de certo tempo me deparei com um vídeo do inteligentíssimo Cauê Moura (aquele vlogger do canal desce a letra) sobre Obsolescência  Programada, na boa, parei para assistir! E não deu outra! Após o vídeo transcorrer os poucos mais de seis minutos que possuía, aquilo foi quase um soco do Anderson Silva na cara, pegando em cheio! O Cauê Moura é o tipo de cara que diz o que poucas pessoas tem coragem de dizer, e que um numero menor ainda parou para pensar sobre o assunto, um tipo raro de pessoa exposto a mídia e que não foi corrompido pelo sistema! Totalmente contra-cultural! Graças aos bons ventos! Não contente, ainda fui assistir ao documentário que  ele indicou, o qual, nas suas próprias palavras, o inspirou a fazer o vídeo!



Este é aquele tipo da parada, você sabe que existe, que é manipulado pelas grandes industrias, mas somente quando você é confrontado com a coisa, é que realmente, você enxergar o tamanho da merda que esta acontecendo! A Obsolescência Programada, de modo bem grosseiro, é uma forma que o sistema capitalista criou para induzir as pessoas a sempre consumirem mais e mais! A pergunta que fica é: Porque? Ora, é simples jovem, peguemos por exemplo os anos 60, 70 por ai. Os produtos feitos naquela época atendiam a um determinado público alvo, o qual era muito menor do que o encontrado hoje em dia, sendo assim, a qualidade e duração destas peças são incrivelmente maior do que as de hoje! Como exemplo, todos (eu acredito) já devem ter visto aquelas simpáticas geladeiras bege - sim elas mesmas - encontradas nas casas de nossas avós ou de algumas velhinhas, que se deixar são passadas de geração em geração da respectiva família! Clique em Mais Informações para continuar lendo!


Comprar, este é lema!
O produto, antes, era feito para durar! A qualidade era o que importava! As pessoas chegavam a criar ate mesmo um apego sentimental pela peça, e isso é fato! Tenho um tio que possui um som daqueles antigos, preto - possivelmente vocês já devem ter visto um modelo destes também - , que toca CD, vinil e tape!  O cara não desfaz dele mais nem a pau! Mas, voltando ao assunto, se a indústria permanecesse nesta linha de montagem de produtos "eternos", o capitalismo estaria fadado a morte! Ora, mas porque? Pensa comigo, se você vende um produto de qualidade excelente, ele não apresenta muitos defeitos, sem muitos defeitos ele não vai para a manutenção regularmente, sem manutenção o cara que sobrevive disso fica sem emprego e quem vendeu o produto, por sua vez,  não tem um retornosatisfatória, pois não vende muito!

Percebem o tamanho da encrenca? Então, qual a solução vocês perguntam? Fazer com que as pessoas comprem mais, é a resposta? Mas, como jovem? Se você apenas investir em produtos de péssima qualidade não irá atrair o público, não estou certo? Está corretíssimo! O segredo da mágica está numa palavra chamada MARKETING! Você não precisa dizer as pessoas que o que elas vão comprar não passa de um produto com prazo de validade curto, efêmero, você precisa passar a suposta imagem de que aquele objeto ostenta "status"! Quer ganhar o público das grandes massas humanas? Ataque seu ponto mais fraco, o EGO! Cara, isso funcionou de uma maneira ridiculamente fatal! Quem aqui nunca ouviu um amigo, tio, pai, professor, whatever, dizer que tem um pc da moda com todos os componentes mais incríveis do momento (isto mesmo, do momento) ou o celular que tira foto, grava, lava, passa e cozinha? E que pago tudo que tinha e não tinha para ter este mesmo item, que daqui a seis meses já sera modelo "fora de linha" , pois já terão lançado um outro celular que faz a mesma coisa e "algo mais" (de preferência algo bem simples, mas não deixa de ser uma função a mais), e um pc que tem as mesmas configurações, porém com um processador, ou sei lá o que, um pouco mais rápido!

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A coisa é tão louca que você nem sequer sente o avanço da tecnologia mais, se você deixar de lado a ostentação pelo objeto e utilizar os neurônios para enxergar o produto terá a seguinte surpresa: é a mesma peça porra! Talvez, salvo as devidas proporções, com algumas mudanças significativas, mas ai você pensa: porque não lançaram tudo isto junto num mesmo modelo? Ao invés de ter um que fala, um que tira foto, outro com mp3 e etc... Porque não juntar tudo num compacto? Simples, se você pode lucrar mais com um sistema viciado vendendo o maior número de produtos possíveis de forma picada, porque gastar todas as ideias em um único compacto? Lança um hoje, dali seis meses tira todos de linha, some com as peças para não ter como consertar e coloca um novo modelo na praça! O incrível é que tem pessoas que compram TODOS! 

Bom galera, o assunto é extenso e a falta de tempo me domina! Então deixarei vocês com os vídeos aqui embaixo para quem se interessar no assunto poder se aprofundar! Se curtiram a postagem, deixem seu comentário sobre o tema ai embaixo, divulguem nosso blog e ajudem a gente ai parceiros! Valeu, e ate a próxima!


Vídeo do Cauê Moura:



O documentário citado:




By: Winchester!
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Um comentário:

  1. O fato é que mesmo que tentemos é impossível fugir do sistema. Há pouco o que fazer, pois já se foi a época em que o povo gostava de adiquirir conhecimento, de falar, de agir... Hoje a população escolhe pelo cômodo, pelo que lhe convêm. É mais fácil reclamar do que está ruim do que lutar para melhorar e mesmo aqueles que optam pela batalha ao se verem sozinhos em suas causas perdidas, recuam. Temos o hábito de nos incomodar apenas com aquilo que nos afeta, seja com o preconceito, outros casos sociais ou o simples fato de nos importamos demais com o dinheiro. O que nos torna capitalistas, não é apenas gastar e sim comprar por motivos vis. Se escolhêssemos gastar apenas com o necessário, refletíssemos mais sobre nossas próprias vidas e não deixássemos ser influenciados por simples estratégias de marketing viveríamos muito melhor. Mas a Pergunta chave é: O mundo sobreviveria?

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